Tecnologia e inovação demandam cada vez auditoria digital

Marco Fabbri, presidente da 5ª Seção Regional do Ibracon

Ações da 5ª Seção Regional do Ibracon estão focadas em prover conhecimento e informação

 

A auditoria independente é uma atividade fundamental para a sociedade, empresas de todos os setores e portes e o mercado de capitais. Neste momento de pandemia e crise econômica”, avalia Marco Fabbri, presidente da 5ª Seção Regional do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), que acredita que o protagonismo e o papel desempenhado pelos profissionais tenham ainda mais relevância.

Com certeza, segundo ele, os auditores independentes estão presentes, atuantes e ajudando o país a encontrar caminhos para lidar com os desafios presentes. “Contribuem muito para o seu desempenho, a capacidade e responsabilidade dos profissionais, bem como sua capacitação permanente, por meio da educação continuada, e o apoio das entidades congraçadas. Ênfase, também, para os preceitos inalienáveis da profissão, ou seja, o ceticismo, ética e transparência. Ainda estamos vivendo num cenário repleto de dúvidas e incertezas, com vários desafios. Trata-se de um período muito difícil e complexo para todos. Mas, não tenho dúvidas de que este também é um momento para que a profissão busque novas soluções e siga contribuindo de modo significativo com as empresas e o país. Quando superarmos a pandemia, a auditoria independente será muito relevante para a retomada da economia e do mercado”, explica.

A evolução tecnológica proporciona e exige constantes atualizações e avanços. Por isso, na visão de Fabbri é necessário sempre estar atentos a eles e aos seus impactos, pois já é notório que o profissional de auditoria independente é imprescindível, desempenhando funções intelectuais, analíticas e críticas, que a tecnologia não consegue fazer, como interpretar certos dados e realizar julgamentos. “Portanto, assim como em diversos setores, o auditor independente utiliza a tecnologia em favor da profissão. Essas inovações podem contribuir, por exemplo, para a aplicação mais abrangente de procedimentos de auditoria que hoje se baseiam no conceito de amostragem. Isso inclui a possibilidade de usarmos a inteligência artificial para impulsionar o potencial analítico dos auditores independentes e fornecer análises de grandes bancos de dados para os clientes e o mercado. Tudo isso, num ambiente em que a automatização de processos repetitivos já se encontra em andamento”, pontua.

Além disso, o presidente do Ibracon entende que, a tecnologia também mostrou sua importância no atual momento, pois, graças a ela, muitos serviços puderam continuar normalmente por meio remoto. E complementa: as firmas de auditoria continuaram trabalhando, exercendo suas atividades e atendendo seus clientes. Prazos e compromissos foram cumpridos, proporcionando mais tranquilidade aos negócios e ao mercado de capitais. Reuniões importantes e encontros puderam ser mantidos, mesmo que de modo virtual.  “No campo da capacitação, a tecnologia foi fundamental, pois, em um período complexo, os profissionais continuaram se atualizando e se preparando para as transformações em curso. Esses exemplos comprovam como a tecnologia contribui e agrega as atividades do auditor independente”, pondera.

 

Auditoria digital já é realidade no presente e será ainda mais no futuro da profissão de auditor

De acordo com Marco Fabbri, apesar do triste momento em que nos encontramos, o futuro da profissão será muito positivo. “Afirmo isso porque a atuação do auditor independente deve ser vista cada vez mais como de interesse público, sendo um dos pilares para a recuperação econômica do Brasil nos próximos anos, passada a turbulência causada pela pandemia de Covid-19. É uma atividade altamente técnica, que exige constante atualização e contribui para aumentar a confiança dos investidores e da sociedade no mercado de capitais e para a credibilidade e melhoria do ambiente de negócios”, vislumbra.

Outro ponto que o presidente do Ibracon aponta é que a auditoria é uma profissão que prima pela ética e responsabilidade perante a nação, os cidadãos e o setor público, que exige e possibilita a educação continuada e abre a oportunidade de participação voluntária em instituições dedicadas ao constante desenvolvimento da atividade. “O mundo está em constante mudança e evolução e os auditores independentes, assim como todos os profissionais da contabilidade, estão cada vez mais alinhados a esses movimentos disruptivos. A capacidade de multidisciplinaridade da profissão é importante nesse contexto”, ressalta.

O auditor independente, segundo Fabbri, já a partir de agora, agrega o importante papel de advisor, com uma linguagem mais dinâmica e muito mais orientada aos negócios e ao mercado, obviamente obedecendo às diretrizes éticas e profissionais, que são pilares fundamentais da profissão. Ao citar um exemplo, ela fala sobre a temática ASG, de ambiental, social e governamental, que ganha cada vez mais relevância nas empresas e tem sido acompanhada de perto pelos auditores independentes, que, inclusive, já trabalham e se capacitam para lidar com esse importante ativo dos negócios.

A auditoria digital tem contribuído para o cumprimento das atividades em momentos como esse. Por meio da tecnologia e das inovações, os auditores independentes estão conseguindo manter suas atividades e cumprindo com as suas obrigações. “Graças ao ambiente digital, foi possível a instauração ampla do formato de home office, com a realização de reuniões técnicas, institucionais ou operacionais, de maneira remota, sem que haja o comprometimento da agilidade em reunir informações para a tomada de decisões mais assertivas, como demanda o período. Operacionalmente, a digitalização também se mostrou muito positiva, pois permite que os auditores independentes tenham acesso a dados de confiança e informações contábeis importantes, fundamentais para o exercício de sua atividade com qualidade e eficiência”, diz Fabbri.

 

Ações da 5ª Seção Regional do Ibracon estão focadas em prover conhecimento e informação

No âmbito da 5ª Seção Regional do Ibracon, estão buscando formas de oferecer aos nossos associados informações e orientações de como continuar atuando neste momento, sempre promovendo interações e troca de experiências e, ainda, apoio para sanar dúvidas e oferecer orientações técnicas de qualidade. “Assumir a presidência da 5ª Seção Regional é um grande prazer e uma honra. Alegro-me em fazer parte dessa história e poder dar a minha contribuição a essa importante regional. Merece destaque, também, o competente grupo que está comigo nesta gestão: Ulysses Marcelo Duarte Magalhães, diretor Técnico; Viviene de Paula Rosa Alves Bauer, diretora de Administração e Finanças; Renato Barbosa Postal, diretor de Desenvolvimento Profissional; e os diretores Aderbal Alfonso Hoppe e Nabil Ahmad Mourad”, esclarece Fabbri.

Com transparência, ética e empenho, segundo ele, darão continuidade aos trabalhos das gestões anteriores, agregando conhecimentos, por meio de um planejamento estratégico, no âmbito do desenvolvimento profissional, capaz de contribuir para a necessidade de atualização continuada dos profissionais e atender às novas demandas do mercado. “Acredito que também possamos estimular a aproximação entre os estados cobertos pela nossa regional e ampliar o alcance das nossas ações. Outro foco do nosso trabalho é olhar para as Firmas de Auditoria de Pequeno e Médio Porte (FAPMP), visando contribuir para o avanço das questões tecnológicas, que são especialmente desafiadoras nessas firmas”, pondera.

No atual cenário, o presidente do Ibracon avalia que, são mais uma vez desafiados a realizar o trabalho com a qualidade de sempre, porém em condições sem precedentes. Por isso, precisam adotar medidas restritivas e fazer uso da tecnologia, trilhar outros caminhos para executar nossas atividades, sem deixar de atender às normas contábeis. “Buscarei a integração dos profissionais da classe e o relacionamento com diversas entidades, criando espaço para diálogos e uma atuação sinérgica. Também estimularei as ferramentas digitais, de modo que possamos dar continuidade às demandas por cursos online, que aumentaram em 2020. Nossa missão é atender aos anseios dos associados, das firmas de auditoria e dialogar com as entidades congraçadas, para que, juntos, possamos contribuir efetivamente para enfrentar o presente cenário desafiador, exercendo um papel estratégico no atendimento às demandas da sociedade”, finaliza.